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Este é o espaço do MOVIMENTO JÁ
de apoio à Candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República
no Distrito de Évora

O "Movimento Já" é um movimento republicano de juventude que encontra a sua razão de existir na candidatura presidencial de Manuel Alegre. O seu surgimento contraria a "lógica das cúpulas", sendo antes o resultado de vontades diversas da juventude de todo o país que procurou organizar-se, cívica e politicamente, em torno deste mesmo projecto presidencial. Um verdadeiro movimento de inquietação cívica.

abril 21, 2006


Aqui a juventude continua com o espirito da Candidatura


Manuel Alegre foi para nós um exemplo de cidadania que motiva a juventude a fazer-se ouvir.



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dezembro 16, 2005


Porquê Votar Manuel Alegre?


LIBERDADE

- Amante da liberdade e por ela condecorado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, Manuel Alegre toda a vida combateu do lado da liberdade. Resistente anti-fascista, esteve preso pela PIDE durante 6 meses, exilado político na Argélia durante 10 anos de onde dirigiu a emissora da resistência “A voz da liberdade”. Os seus dois primeiros livros, Praça da Canção (1965) e O Canto e as Armas (1967) foram apreendidos pela censura. Depois de ter lutado contra a censura de direita, após o 25 de Abril, lutou contra a censura de esquerda e a sovietização de Portugal. Porque esteve sempre do lado da liberdade. A sua vida bem que poderia ser resumida na frase de Voltaire: “Posso não concordar com o que diz mas bater-me-ei até à morte pelo seu direito em dizê-las”. Já com o regime parlamentar instalado, torna-se o deputado mais indisciplinado da Assembleia da República, fazendo sempre escutar a sua voz poderosa. Homem de consiciência, Manuel Alegre entende que a consciência de cada um não pode ser subjugada numa qualquer lógica partidária, tendo votado contra a sua própria bancada parlamentar em todas as revisões constitucionais, contra a Lei da Segurança Interna em 1984, contra a Proposta da Co-Incineração em Coimbra em 2000;

- “Ser culto é a única forma de ser livre” (José Martí). De acordo com o megaestudo “Literacia na era da informação”, Portugal encontra-se entre os piores países da Europa com 77% da população adulta portuguesa com dificuldades em interpretar um texto de jornal ou um folhetim médico. Pessoa de palavra e homem de cultura, Manuel Alegre já garantiu que fará do combate à iliteracia um dos cavalos-de-batalha do seu mandato presidencial;

- "Toda a gente erra e deve ter uma segunda oportunidade. A prisão deve ser um lugar de caminho para o futuro, de esperança no regresso à sociedade e de busca da reinserção” – afirmou Manuel Alegre numa visita a um estabelecimento prisional. Porque a liberdade ou é de todos ou não existe. Manuel Alegre será um Presidente de TODOS e por TODOS, numa sociedade sem “lugares escondidos ou lugares escuros”;

DEMOCRACIA

- A constituição é a lei suprema do país que consagra direitos e deveres a todos os portugueses sem excepção. Sem o conhecimento desses mesmos direitos e deveres, a cidadania não passa de uma palavra vã e de um exercício oco e abstracto. Manuel Alegre enquanto Presidente da República irá defender o ensino da Constituição nas escolas para dotar os portugueses das armas da cidadania;

- Incumbe ao Presidente da República garantir que a Constituição é cumprida. E a Constituição não está a ser cumprida com o aumento da pobreza, das desigualdades e da exclusão social. O bolo tem crescido mas só para alguns. Basta ver que o crescimento do salário médio tem sido desde há alguns anos muito superior ao crescimento do salário mínimo. Desenvolvimento é sinónimo de pessoas e de sustentabilidade. Para Manuel Alegre, só há desenvolvimento com repartição de riqueza e com aposta na qualificação das pessoas e na inovação social e tecnológica. Estima-se que dois milhões e trezentos mil portugueses, onde se incluirão milhares de trabalhadores que auferem a retribuição mínima, vivam abaixo do limiar de pobreza, tendo rendimentos inferiores a 60% do rendimento médico nacional. Não bastasse o facto de termos a taxa de pobreza mais elevada do espaço europeu, Portugal lidera igualmente a tabela dos 15 países da União Europeia no que concerne à disparidade de rendimentos, em que o fosso entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres é maior.
Quando for eleito Presidente da República, Manuel Alegre pugnará para que todos vejam garantidos na prática os seus direitos que a constituição consagra: o direito ao emprego, à habitação, à educação, à saúde, à segurança social, à cultura, a um ambiente sustentável;

- O direito ao emprego, especialmente ao emprego juvenil é uma das prioridades de Manuel Alegre para o seu mandato presidencial. No terceiro trimestre de 2005, a taxa de desemprego dos 15 aos 24 anos foi de 16,5% para 5,5% na faixa etária com mais de 45 anos. As empresas e as universidades não podem continuar de costas voltadas umas para as outras. E as empresas têm de cumprir a sua responsabilidade social empregando jovens, estimulando a sua formação contínua e inovando. O Estado por sua vez deve dar incentivos às empresas que cumpram a sua responsabilidade social. A responsabilidade social dos agentes económicos é igualmente um veículo de democratização da economia e uma forma de a colocar definitivamente ao serviço das pessoas, ao serviço de todos;

- Manuel Alegre pensa, acredita, valoriza e desafia a Juventude como veículo indispensável à refundação e renovação da democracia: dos seus métodos, dos seus instrumentos e dos seus protagonistas. A crise de valores e de referências não pode permitir que os jovens desistam da sua rebeldia, da sua criatividade, da sua ousadia e da sua vontade de mudar. Manuel Alegre apela: “Jovens, não tenham medo de ousar o impossível, porque só a juventude capaz de ousar o impossível pode obrigar o poder a ousar pelo menos um pouco do que é possível. Vivam a vossa vida, ousem a vossa vida, ou, como queria o filósofo, dancem a vossa vida. E sejam o inconformismo, a irreverência, a rebeldia e o contra-poder de que todos os poderes precisam. Tendes nas vossas mãos o mais formidável de todos os poderes: o poder da juventude. Só esse poder é capaz de mudar a vida e transformar o mundo”.

- Defensor da igualdade social dos cidadãos na mesma medida que da igualdade política e judicial de todos cidadãos, Manuel Alegre no âmbito dos poderes confinados pela Constituição ao Presidente da República para o melhoramento das condições de vida das mulheres e dos imigrantes;

- O défice democrático português, bem patente nas elevadas taxas de absentismo, tem vindo a aumentar e uma das principais razões é a desconfiança dos eleitores face aos políticos. Uma sondagem do Expresso de 1992 revelou que 85% dos portugueses mostravam desconfiança dos titulares de cargos públicos. Manuel Alegre no seu contrato presidencial honra afirmar que perguntará à Assembleia da República se um indivíduo com um processo judicial pendente poderá ser candidato a cargos políticos;

PÁTRIA

- “O essencial da cultura portuguesa é um certo universalismo, a capacidade de compreender o outro e a diferença. Melhor do que ninguém o exprimiram Camões nas Endechas a Bárbara Cativa, um dos mais belos poemas do amor e do anti-racismo, e Pero Vaz de Caminha quando, na Carta a D. Manuel em que lhe dá a nova do achamento do Brasil, exalta a beleza das índias e dos índios, de quem diz serem eles mais amigos nossos que nós deles, o que é uma autocrítica e um elogio da diferença.” Com a coragem que todos lhe reconhecem, Manuel Alegre ousou afirmar, como panaceia contra a época hodierna de crise e de desalento nacional, a necessidade de invocar a palavra Pátria sem qualquer tipo de constrangimentos ou tabus, reinventando-a com um sentido de modernidade e futuro. Estudos europeus revelam que o desenvolvimento da Finlândia está alicerçado num sentimento comum de pertença a uma identidade agregadora unitária: a Pátria. É esse o sentido de modernidade e esperança que Manuel Alegre quer emprestar à palavra Pátria: a mobilização dos portugueses em torno de um projecto e de uma vontade colectiva. É preciso que o élan que percorreu o país em tons verdes, vermelho e amarelos em torno da selecção nacional de futebol se galvanize em torno de um Portugal melhor. Pelo forte impacto que esta ideia tem vindo a ter na opinião pública e pela reintrodução da palavra Pátria no léxico recorrente dos portugueses, é desde já de louvar a forma como Manuel Alegre logrou descomplexar à esquerda um conceito que a direita gostaria de monopolizar, lembrando inclusivamente que homens de esquerda como Álvaro Cunhal a usavam abundantemente;

- Manuel Alegre defende que Portugal que já foi um país de emigrantes, deve hoje tratar com mais respeito os imigrantes que alberga. Como Presidente da República, Manuel Alegre lutará pela inclusão social dos imigrantes, nomeadamente através da defesa da concessão automática da nacionalidade portuguesa aos descendentes de imigrantes nascidos em Portugal;

- Homem da cultura, poeta e escritor consagrado com inúmeros prémios literários, Manuel Alegre entende que uma das armas da soberania de um povo é a sua cultura e sua identidade histórico-cultural. É por isso que estão com ele tantas pessoas eminentes da cultura portuguesa: os escritores Inês Pedrosa, Rui Zink, Pedro Tamen, Clara Pinto Correia, Eduardo Prado Coelho, Jacinto Lucas Pires, Mário Cláudio, Mário de Carvalho, Mário Zambujal, os músicos Pacman, Pedro Abrunhosa, Jorge Palma, Flak, Xana entre muitos outros.

- Ao nível da política externa, e em coerência com as suas posições assumidas publicamente ao longo dos anos, Manuel Alegre defende uma diplomacia de paz e o reforço de poderes da CPLP de forma a estabelecer a mais importante Guerra do século XXI: a erradicação da pobreza.

Imbuídos do seu espírito de liberdade e independência, as pessoas que estão envolvidas na campanha de Manuel Alegre estão-no de uma forma voluntária e abnegada, sabendo que dela não retirarão qualquer benefício partidário ou monetário. Sendo a ÚNICA candidatura que não conta com nenhuma subvenção de nenhum partido político, depende apenas e exclusivamente das contribuições dos cidadãos e da subvenção estatal estipulada na lei. A luta de meios propagandísticos entre esta candidatura e as outras é por isso tremendamente DESIGUAL.

Esta candidatura é por isso um chamamento à cidadania, uma janela de ar fresco escancarada na política portuguesa, congregando muitas pessoas que estavam afastadas da vida político-partidária e assume-se apaixonadamente como um verdadeiro movimento de inquietação cívica.

Aos vectores da liberdade, da democracia e da pátria em que os seus apoiantes se revêem, acrescentam-se as características pessoais de Manuel Alegre que nem os seus piores inimigos ousam pôr em causa: a verticalidade, a coragem e a honestidade.



Publicado por evoraalegre em 10:54 AM | Comentar (0)

dezembro 15, 2005


Em nós começa a Liberdade


A juventude é indispensável à renovação e refundação da vida em Liberdade.

A juventude é indissociável do futuro, devendo, por isso, agir no presente.

Somos pessoas. Não somos números. Somos seres sociais, não somos só estatística da economia.

Queremos para nosso representante alguém em que vejamos espelhada a nossa humanidade. Queremos para nosso representante máximo alguém capaz de garantir o desempenho do cargo ao serviço da democracia e de Todos os Portugueses.

Encontramos em Manuel Alegre, pelas suas qualidades humanas, políticas e intelectuais uma referência política actual distinta dos demais pela sua coragem, verticalidade e honestidade.

A sua Candidatura emana das Consciências, não do que é imposto. A sua Candidatura abana os poderes instituídos, vive da iniciativa e voluntarismo de todos os que viram em si uma esperança e, aceitando o desafio por si proposto, aqui estão servindo apenas os interesses da cidadania e da participação democrática.

Reclamam-se novas lutas, novas causas, novos projectos. Devemos participar a construir o que também é nosso. Devemos dar voz à nossa Liberdade, não devemos permanecer à espera que os outros façam por nós. Em nós começa a Liberdade.

Ser jovem é ser futuro, por isso devemos ousar no presente. Como o próprio Manuerl Alegre disse - "Não tenham medo de ousar o impossível, não desistam da rebeldia, da criatividade, da vontade de mudar."

Um chamamento à cidadania, uma janela de ar fresco, um poço de luz, congregando muitos dos que estavam afastados das voltas da política. Um verdadeiro movimento de inquietação cívica.

Esta Candidatura à Presidência da República, sem o apoio de nenhuma máquina partidária é preferir a Liberdade ao espartilho, o Humanismo ao fatalismo, a Consciência à apatia.

"Vivam a vossa vida, ousem a vossa vida, dancem a vossa vida."

Évora, 15 de Dezembro de 2005

O Cordenador Distrital do Movimento Já

Célia Fialho



Publicado por evoraalegre em 10:49 PM | Comentar (0)

dezembro 14, 2005


Pacto Eleitoral do “Movimento Já”


«O Presente é caótico, o futuro é utópico.» Num Mundo em constante redefinição, onde nada está assegurado, onde tudo é tão precário, onde nada é certo, a geração de hoje, é assolada por dúvidas que deveriam ser certezas.
Questões como o emprego, como as reformas educacionais, a globalização, a segurança e a própria identidade individual e colectiva permanecem sem resposta. Fartos de uma classe dirigente autista que se recusa a admitir os jovens como interlocutores essenciais na procura das soluções para os seus problemas, exigimos alguém cuja determinação abnegada e, acima de tudo, independência desvinculada dos grilhões da disciplina partidária e dos favores do sistema, assegure que a utopia do futuro se torne realidade.
Porque ninguém vive de meias palavras, de respostas adiadas, de ponderações intermináveis, é imperativo que se passe do verbo à acção. Manuel Alegre é o nosso delegado, incumbido de concretizar as legítimas aspirações de quem sabe que a política não existe para servir os seus representantes, mas para servir, acima de tudo, quem os elege.

A Educação.
Manuel Alegre quer para Portugal uma sociedade de conhecimento em que o Ensino seja conforme à Constituição: acessível e democrático. Um Ensino que cumpra o seu objecto primeiro: a qualificação, a formação humana e cívica, que não seja pautada exclusivamente por princípios economicistas, nem pela ideia do ensino como um percurso obrigatório mas antes como uma oportunidade, cujo ênfase seja dado ao conhecimento em si. Porque só com uma sociedade de conhecimento, informada e qualificada a democracia se concretiza em pleno.

O direito ao trabalho.
O que se quer com a afirmação do direito ao trabalho não é apenas o acesso a um posto de emprego, mas essencialmente o acesso a um emprego digno, livre de exploração pelas entidades patronais, movidas apenas por interesses económicos e alheadas dos fundamentos socialistas. Deve ser garantido a qualquer cidadão o direito de lutar por um emprego que o permita exercer a sua cidadania, pois qualquer sociedade onde o desemprego grasse é uma sociedade obscurecida pela anomia social.
É preciso lembrar e relembrar todos os governos da preeminência desta questão que se constitui como o cerne do desenvolvimento económico e social de toda uma sociedade. As esperanças logradas dos jovens saídos das universidades, institutos e escolas profissionais têm engrossado as fileiras do trabalhador descartável, resultado da proliferação do emprego precário.
É prioritário começar a garantir aos cidadãos a possibilidade de um emprego digno que lhes permita realizar todas as suas legítimas aspirações, resistindo às argumentações falaciosas de teor económico cujas pretensões de tudo explicar falham.

Portugal e o Mundo
Portugal rege-se nas relações internacionais, segundo a Constituição, pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, pela Carta das Nações Unidas e pelo Direito Internacional. Sabendo que os valores que estes documentos representam são os que devem assistir a qualquer acção externa por parte de Portugal, o Presidente da República, na qualidade de Chefe Supremo das Forças Armadas, deve zelar para que qualquer força de manutenção de paz nacional destacada no exterior o seja exclusivamente na observância do Direito Internacional e sancionada pelas Nações Unidas.
Estado de Direito e de respeito pelos Direitos do Homem, Portugal não poderá jamais agir de modo dúbio no que respeita à legalidade, nem pactuar com quem o faça.
Como primeiro embaixador do País, Manuel Alegre será intransigente na exortação dos valores comuns à Humanidade, servindo não só como um exemplo, mas como alguém que possa exportar estes valores para fora de portas.
No âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, o Presidente da República deverá ser um interlocutor das diferentes sensibilidades e a qualquer altura insuspeito no modo como colaborará com os nossos países irmãos, constituídos por uma população predominantemente jovem, que espera, à nossa semelhança, a possibilidade de se concretizar em todas as suas dimensões. O Presidente da República não poderá ser insensível a este facto, orientando assim a política externa nacional neste sentido.

A Cultura.
É na cultura de um Povo, sendo ela uma complexa teia que suporta a História, a língua, a criação artística e todo o património intelectual da Nação, que é saciada a procura de uma Identidade. Esta verdade inexpugnável tem sido omitida na lista de prioridades dos governos portugueses. Os subsídios têm sido fracos e mal aplicados, facto que não se coaduna com a qualidade que as dezenas de autores portugueses vêm demonstrando ao serem editados prolixamente no Brasil e traduzidos em várias línguas. É inexistente o estímulo à criação, tanto no ensino como nas políticas das autarquias e não há uma cultura de mérito na atribuição dos apoios. Precisamos de alguém que se reveja nestes problemas, e que saiba o que é cultura e o que é engodo para a vista. Precisamos de Manuel Alegre, um homem que tem a cultura como igual entre os outros valores cimeiros do Homem.
Não queremos que a produção cultural continue como actividade marginal. Não queremos uma Identidade marginal.

A igualdade.
Uma sociedade de cidadãos iguais, que zele pela manutenção dessa mesma igualdade. Esta é principal premissa de uma política honesta e humana, digna de um candidato à presidência da República.
Não se pode admitir que a equidade na sociedade portuguesa seja um dado adquirido, não é essa a realidade. Só a será como resultado de uma luta do quotidiano.
As mulheres são ainda hoje um grupo desconsiderado tanto no acesso ao emprego como nas condições deste.
O bicho feio da xenofobia e do racismo não são contos de fadas de tempos passados. A diferença entre os ricos e os mais pobres ainda é um factor de estigmatização social. Uma sociedade de iguais entre si ainda não é um facto consumado. É imperativo que alguém oriente a sociedade na persecução deste objectivo. Manuel Alegre sempre o fez, não se deterá agora.

A integração.
Portugal sempre viu os seus filhos saírem de casa, rumando aos mais diferentes destinos, procurando melhor sorte. Hoje, é Portugal que recebe aqueles que nos elegem como sítio onde julgam poder realizar os seus sonhos. As mais diversas proveniências dessas pessoas levam a que possam coexistir no nosso País uma miríade de diferentes identidades, modos de ser, e sobretudo de vontades, que levem a uma próspera convivência, a uma sociedade cosmopolita, desígnio último de diversos tratadistas, de Erasmo de Roterdão a Immanuel Kant, entre muitos outros, que preconizavam uma civilização universal. Todavia, qualquer ser humano requer certas condições para se poder assumir como membro plenamente integrado de um determinado espaço político-geográfico. Pôr de parte, sectarizar, ostracizar não é solução, ou sequer uma medida aceitável num País que se quer do século XXI. É imperativo que as pessoas que para cá vêm se sintam acolhidas, protegidas pelo manto da plena cidadania, da plena integração.

Se o “presente é caótico”, como alguém disse, então é-nos permitida uma réstia de esperança, pois o “futuro é utópico”. Utopia é para nós palpável, porquanto é onde se realizam as vontades, as ideias, os grandes planos para um País que é o nosso, e que por o ser, nosso, o queremos melhor, maior. Quando, como tantas vezes se diz, os jovens nada percebem de política, enganam-se, pois política é precisamente mudar as coisas, torná-las melhor, renová-las, e disso ninguém percebe mais do que os jovens, que vêm assim designar Manuel Alegre como o seu representante, por saberem da sua “utopia”, do seu projecto para Portugal, e por o considerarem não o melhor, mas o único possível para “mudar as coisas, torná-las melhor, renová-las…”



Publicado por evoraalegre em 03:04 PM | Comentar (0)

dezembro 13, 2005


Declaração política do “Movimento Já”


O “Movimento Já” é um movimento republicano de juventude que encontra a sua razão de existir na candidatura presidencial de Manuel Alegre. O seu surgimento contraria a “lógica das cúpulas”, sendo antes o resultado de vontades diversas da juventude de todo o país que procurou organizar-se, cívica e politicamente, em torno deste mesmo projecto presidencial. O movimento reúne os adeptos do ideal republicano e humanista, que reconhecem a necessidade de dar voz à cidadania pela própria cidadania e reformar os “aparelhos” da República no sentido de valorizar o conceito democrático. Reconhecemos na candidatura de Manuel Alegre esta condição, o que justifica, em grande parte, uma necessidade que cada jovem deste movimento sente de dar opinião, de se manifestar e de “agarrar” esta nova maneira de encarar a política e os políticos.
As eleições presidenciais não existem para os partidos ou para os candidatos, existem para os cidadãos. Este é o ponto em que este projecto se distancia dos outros, não foi Manuel Alegre que se candidatou, não foram os partidos que candidataram Manuel Alegre, foram os cidadãos que candidataram Manuel Alegre e sobretudo os jovens. Por isso surge o “Movimento Já”, para candidatar Manuel Alegre à presidência da República.
Este movimento tem como seus os valores da solidariedade, da igualdade e da fraternidade. Combatemos ao lado deste projecto presidencial por uma sociedade mais justa, por um mundo mais igual e por um país mais desenvolvido. Rejeitamos a reprodução do “patriarquismo” ou dos ícones neoliberais, assumimo-nos como jovens progressistas, defensores dos valores de “Abril “ e da ética republicana.
O cargo presidencial é considerado por este movimento como a “esperança” de afirmação progressista. Seremos “braços armados” de uma candidatura que dá um novo “tom” à política nacional, que dá voz aos cidadãos e que rompe com as instaladas convenções do “politicamente correcto”.
O “Movimento Já” acredita que precisamos de uma voz activa na defesa de uma outra solidariedade entre povos: acreditamos no multiculturalismo, acreditamos na capacidade de travar a desigualdade, acreditamos num internacional reformismo capaz de rever as prioridades da globalização e dar prioridade à condição humana e sentido à Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Tendo como mote “ há sempre alguém que resiste”, este movimento cresce todos os dias com a vontade própria de cada jovem, a vontade de resistir às convenções, a vontade de se afirmar pela cidadania e a vontade de lutar por uma sociedade mais justa, livre e solidária.

VIVA A REPÚBLICA



Publicado por evoraalegre em 11:02 PM | Comentar (0)